sexta-feira, 11 de março de 2011
Bolha de sabão
Hoje em meio a tantas e tantas aulas, matérias, fórmulas, enfim, tive uma aula de literatura, em que o professor decidiu falar sobre sonetos, músicas que falavam sobre o amor. Ele comentou sobre o texto ''A estrutura da Bolha de Sabão'', de Lygia Fagundes Telles. Não prestei mas atenção direito sobre o que ele continuou falando na aula. Fiquei pensando sobre uma bolha de sabão. Pensei também sobre o amor, amor de verdade sabe?
Nunca tinha parado pra pensar, mas cheguei à seguinte conclusão: Como uma bolha de sabão e o amor se parecem. Começam de repente, seja de água com detergente ou você pode comprar de algum lugar de profissionais que trabalham com isso. São complexos, você não sabe exatamente como são formados, como eles crescem, como eles despertam em você uma sensação de paz, de tranquilidade, de vontade de fazer com que ela seja maior. Você não sabe como uma coisa tão repentina, tão frágil, pode ficar ali, e não estourar.
As vezes, você fica observando as bolhas cairem, fica rezando pra ela não bater em nenhuma ponta pra não estourar. As vezes você tenta conduzir a bolha pra cima, pra que ela não caia. Mesmo assim, as vezes, a bolha encosta em alguma coisa. Ela pode grudar e não estourar. Ela pode ficar ali, parada, sem graça, sem emoção, sem flutuar. Parece que ela perde a graça, você quer colocá-la no ar de novo pra que possa voar novamente. Vai ser difícil, você pode conseguir, ou ela vai estourar.
Se você conseguir, ótimo, poderá fazer o que estava fazendo com ela anteriormente. Mas dessa vez, ela estará menor. Se pudesse, você a deixaria maior. Você tentaria, mas a bolha estaria mais frágil. Vamos imaginar que você consiga. Eu consegui, melhor ainda. A mesma bolha de antigamente. Voltou do jeito que era, voava como voava antes, horas, dias, meses, anos ali. Brincando com a bolha de sabão que recuperei.
As pessoas chegam e falam: ''você tem mais o que fazer, para com isso, você não pode ficar ai o resto da vida com essa bolha, uma hora você tem que parar''.
Eu continuo com a bolha de sabão, conduzindo, me esforçando ao máximo pra não deixá-la cair, encontrar alguma coisa que possa furá-la, mas ás vezes parece que todo meu esforço não vale nada. Parece que por mais que eu me esforce, ela nunca vai subir o bastante pra eu, que me preocupo tanto com ela, voe, voe para onde eu nunca consegui levar, para onde nunca conseguirei guiá-la sozinho. Voe para as nuvens.
É como um sonho vê-la entre as nuvens, sem eu me preocupar com ela, porque ela não precisará mais de condução, ela conseguirá seguir sozinha, sem obstáculos. Mas será que um dia eu vou conseguir? Nem que eu faça com Ícaro, e suba até as nuvens, mesmo que esteja sujeito a cair lá de cima quando minhas asas derreterem? Nem que eu suba em um Everest e jogue minha bolha lá de cima? Será que vou conseguir fazer isso sozinho?
As vezes, o amor me intriga. Sim, o amor, que todo mundo diz que conhece, que já teve um, que tem um, que todo mundo canta alguma música sobre ele, que faz uma música, um texto sobre ele. O que é o amor? O amor é complexo, como minha bolha de sabão da história. Não sei como surgiu, como e porque ela voa, não sei porque, mesmo com todo meu esforço, ele ainda não subiu lá pro alto, onde eu sempre quis levá-lo. Não entendo o amor.
Você sabe como é formada uma bolha de sabão?
Enfim, melhor não escrever mais, povo vai achar que eu viajo muito e que eu uso drogas e fico em frente o pc kk. E também, só escrevi por escrever, qualquer semelhança é mera coincidência. (y)
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